Nbjolpuc’s Weblog


Marco paulistano: Galeria do Rock
Setembro 30, 2007, 5:02 pm
Arquivado em: Curiosidades

Bem no centro de São Paulo, mais especificamente no largo da República, entre a rua 24 de Maio e a Avenida São João encontra – se um marco da cultura underground paulistana. Trata – se do Shopping Center Grandes Galerias. No entanto se você perguntar para as pessoas da região onde fica o Shopping a grande maioria não saberá te responder porque todo mundo conhece o “Grandes Galerias” pelo seu apelido, Galeria do Rock.

Como o apelido diz, o local é o grande centro do rock and roll brasileiro. Porém não é só de rock que vive a galeria. Ela também abriga a galera skatista, os manos do hip hop, o pessoal mais chegado ao jazz e a rapaziada que curte MPB. Todos eles possuem lojas onde podem achar os artigos necessários para continuarem dentro da moda de sua tribo. As lojas voltadas para o hip hop situam – se no subsolo do prédio. No térreo estão as lojas que vendem artigos para skatista, além de lojas com produtos importados como tênis e camisetas de marcas famosas. Subindo pelas escadas rolantes chegamos ao primeiro andar onde começam a aparecer as primeiras lojas de rock. Algumas se especializaram em públicos específicos como góticos, mas a grande maioria vende artigos para todos os tipos de rockeiros. O segundo andar continua dominado por lojas de rock, só que existem mais lojas voltadas aos punks e para o pessoal que curte hardcore. Nos dois últimos andares encontram – se estabelecimentos de serigrafia (processo de impressão no qual a tinta é vazada – pela pressão de um rodo ou puxador – através de uma tela preparada). Há também outras lojas que não necessariamente atendem as necessidades de cada tribo como salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates e estúdios de tatuagens.     

Com tantas pessoas diferentes é de se supor que aconteçam várias confusões. Ledo engano. Brigas entre tribos são coisas do passado. Desde que o atual síndico, Antonio Souza Neto, vulgo Toninho da Galeria, assumiu, a casa foi colocada em ordem. Até meados dos anos 80 a galeria vivia num estado praticamente de abandono. Hoje em dia o número de assaltos que antes eram de quinze por mês, em média, quase não existem, as drogas foram banidas. Virou um local também freqüentado por famílias.

A galeria foi inaugurada em 1963 para atender serviços de alfaiataria e comércio de souvenirs em moldes franceses. Projetada pelo arquiteto Alfredo Mathias, o prédio possui um formato ondulado, inspirado nas obras de Oscar Niemeyer. É a partir da década de 70 que a galeria começa a ser conhecida como Galeria do Rock quando começam a se instalarem diversas lojas de discos. A loja mais antiga é a loja de música Baratos e Afins.
Hoje em dia a Galeria do Rock é um ponto que atrai turistas de todo o mundo. Personalidades como Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden) e Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana) e bandas como Dream Theater e Paradise Lost, já passaram por lá para tardes de autógrafos ou apenas para dar uma volta pelos corredores e pode entrar para o Guiness Book (livro dos recordes) como maior concentração de estabelecimentos dedicados ao rock.A galeria tornou – se um marco que orgulha os paulistanos, rockeiros ou não. 

Alguns números da Galeria:
-Área: 6 mil metros quadrados
-Lojas: 450 (cerca de 200 de CDs)
-Público: 15 mil clientes durante dia de semana e 20 mil aos sábados.
-Segurança: 20 homens.

Galeria do Rock
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 17h
Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439)
Entrada franca
Próximo ao Metrô República.

Ivan D Ryngelblum



Jardim Ângela: Contrariando a estatística
Setembro 29, 2007, 6:33 pm
Arquivado em: Babilônia

 

O distrito do Jardim Ângela possui 300 mil habitantes. Vizinho do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, passou por verdadeira revolução: Em 1995, o distrito apresentava uma taxa de 112 homicídios por 100 mil habitantes* (índice que subia para 200/100 mil quando calculado apenas sobre a população masculina entre 15 e 25 anos). No fim dos anos 90 foi apontado pela ONU como a região mais violenta do planeta. Apenas para efeito comparativo, à mesma época o distrito das Perdizes, onde se localiza a Pontifícia Universidade Católica, tinha uma taxa de 6 homicídios por 100 mil habitantes. Porém de 1999 até 2005, ano em que os últimos dados foram divulgados, o número de homicídios no Jardim Ângela não para de cair – verificou-se uma queda de mais de 50%, sendo que em 2005 o índice atingiu seu número mais baixo em décadas: 43 homicídios por 100 mil habitantes.

 fotoscemsaoluis.jpg

Lápides cobertas com retratos de falecidos: Cemitério São Luiz, Jardim Ângela

O que levou a esta queda acentuada no número de homicídios em tão pouco tempo? Um dos fatores, e talvez o mais importante, foi uma tomada de consciência da comunidade e seu envolvimento no processo de busca por soluções. Inúmeras entidades também atuaram no distrito, uma delas, referência lá desde 1989 é a Sociedade Santos Mártires liderada pelo padre irlandês Jaime Crowe. Segundo o Padre Jaime “Era pior do que em Cali, na Colômbia, e foi nessa época que comecei a questionar a situação, pois eu estava enterrando gente diariamente, celebrando missas de 7º dia todos os dias, já que cerca de 60 pessoas eram assassinadas todos os meses. E não era esse o meu papel como religioso”.

 pecrowenacaminhada.jpg

O “Incansável” Pe. Jaime discursa durante a Caminhada pela Vida

O passo inicial foi organizar em novembro de 1996, uma Caminhada pela Vida até o Cemitério São Luís, com mais de 5 mil pessoas protestando contra a violência e a ausência de serviços públicos na região. Em seguida foi fundado o Fórum em Defesa da Vida, que congrega mais de 200 entidades. O Fórum organiza Tribunais Populares, onde julgamentos são encenados, tendo como réus os governantes, culpados pelo abandono da região. No Jardim Ângela, o único braço do Estado que entrava em suas ruas esburacadas e vielas era a Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar, a ROTA da Polícia Militar. O poder público também teve seu papel na melhora das condições de vida do Jardim Ângela: pressionado pelo Fórum em Defesa da Vida e pela comunidade, implementou projetos de bases comunitárias na região, e ampliou o número de equipamento públicos disponíveis para os moradores.

Nem tudo são flores no Jardim Ângela. Num dia útil qualquer durante o horário comercial, ao circular pelo Jardim Nakamura (bairro do Jardim Ângela) o cenário é desolador: Dezenas de jovens desempregados jogam bola na quadra da escola ou simplesmente matam o tempo conversando nas portas de suas casas ou em “praças”. Lá, o desemprego alcança preocupantes 50% da população economicamente ativa, segundo o IBGE. A violência ainda está presente. De acordo com um jovem morador do Nakamura “Na rua 2 o chicote estala…” diz ele em referência a uma rua conhecida por ser palco de conflitos violentos. Ainda há muito a ser feito, mas o progresso alcançado mostra que é possível melhorar as condições de vida nas periferias de São Paulo. No final de outubro o Jardim Ângela sediará, juntamente com o distrito do Grajaú, também na zona sul, o III Fórum Social Sul, com o tema “Uma outra periferia é possível, necessária e urgente!”, mostrando que o distrito continua sendo referência de mobilização e articulação popular.   Mano Brown, em entrevista ao programa Roda Viva da Tv Cultura nos lembra que “sem a ajuda e envolvimento da comunidade, não muda nada. Porque a assistente social conhece 70% da realidade do local. O cara da ONG conhece 80. Só quem sabe 100% mesmo é o morador, nascido e criado lá”.          

*Fonte: Fundação SEADE      

Gil Alessi



Izzy Gordon é voz, simpatia, bom gosto e muito (tudo!) mais
Setembro 28, 2007, 4:46 pm
Arquivado em: Cultura

Izzy Gordon: Sobrinha e paulistana sangue bom

Izzy Gordon

O nome pode parecer estrangeiro, mas a moça é brasileira. Nascida em São Paulo, Izzy Gordon tinha tudo para ser uma cantora de sucesso e reconhecida pelo grande público, mas optou por outro caminho. Filha do músico Dave Gordon e de Denise Duran, irmã da consagrada cantora Dolores Duran, sempre teve muitos convites para gravar disco, mas recusou todos. “Batí o pé com o que queria gravar e não aceitei fazer nada diferente”, diz a cantora. Após quase 20 anos de carreira, Izzy lançou no ano passado seu primeiro CD, entitulado Aos Mestres Com Carinho - Homenagem a Dolores Duran.
Enquanto se preparava para um show na cidade de Mogi das Cruzes, Izzy concedeu uma simpática entrevista por telefone a Carol Rodrigues. Alguns dias depois, Paula de Paula conferiu o show da cantora no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.

Como foi crescer no meio de músicos?
Foi ótimo. Eu acordava a noite com meu pai voltando dos shows acompanhado de músicos que vinham em casa para tocar piano e cantar. Quando ouvia um barulhinho, falava “eba! Tá chegando alguém” e ía espiar atrás da porta. Sempre tive aulas de piano e ouvia de tudo, jazz tradicional, música popular brasileira… mas nunca pensei em ser música. Me casei muito nova e após o nascimento do meu segundo filho “deu um click”: Acho que vou cantar.

A família ajudou na sua carreira?
Ajuda pela convivência. Quando comecei a me apresentar, aproveitava os atrasos do meu pai quando ele se apresentava e subia no palco pra cantar. Mas ele sempre me falava “não, Izzy, não vai lá cantar”, mas eu, teimosa, acabava indo. Até quando estava no chuveiro cantando ouvia um grito vindo de alguém da família “tá fora do tom!” – diz, mudando a voz. Isso me ajudou muito.

E quais seriam os seus conselhos para alguém que quer começar agora?
Acho importante não fazer aula de canto. Tira a individualidade da voz. Eu só fiz sessões de fonoaudiologia. Fora isso, tem que escutar muito, aprender muito, principalmente com a velha guarda, a grande escola.

Ouvir quem, por exemplo?
Gosto muito da Ella Fitzgerald, é essencial para quem quer cantar. Ouço bastante a Jarah Jane, Erika Badul, e várias outras. As brasileiras Mariana Aydar, Céu, até a Marisa Monte…

A Céu e a Mariana representam uma nova geração de cantoras e também são de família de músicos. A Mariana é filha do Mário Manga e da produtora Bia Aydar. A Céu, do músico e produtor Edgar Poças. Você acha que isso influencia, além do aprendizado, do background musical?
Com certeza. Pra quem não está envolvido é um pouco difícil…

E, pra você, de onde vem o reconhecimento que elas tiveram? Vem daí?
Um pouco de tudo. A Céu conseguiu fazer algo muito interessante, ao mesmo tempo que você nota as influências no estilo dela, sabe que ela conhece e domina muita coisa, você sente um estilo único que ela conseguiu criar, uma coisa só dela. A maioria das pessoas acham que bons músicos são só voz, ou só letra. Mas não é, é um conjunto de tudo… E não adianta, tem que conhecer muita coisa pra fazer música.

E você, o que espera para os próximos anos da sua carreira?
Eu ainda quero fazer muita coisa, to só começando! (risos) Como meu primeiro CD foi uma homenagem a minha tia, agora quero dar ênfase nas minhas músicas, o que eu vou gravar… Quero resgatar o jazz tradicional, misturar com elementos modernos e também com outros ritmos. A música é como a moda, você pega as tendências e coloca com algo clássico, essa coisa de não perder a escola, olhar pra trás também é importante.

No ano passado, quando o U2 esteve aqui, você fez um show para eles. Como foi essa experiência?
Foi ótimo. Muito legal. Nós fomos convidados para mostrar a música brasileira a eles, então, quando eles abriram a porta do Hyatt (hotel em que estavam hospedados), vejo que trouxeram uma surpresa. Nada mais nada menos que Quincy Jones, e foi muito legal porque eu sou muito fã dele e bem nessa hora nós estávamos tocando uma música dele. Nós éramos o presente e ele acabou me trazendo um presente. Foi inesquecível. Todos foram muito simpáticos e vieram direto cumprimentar a banda e a mim. Respeito muito isso, costumo dizer que em minha lista de prioridades no show estão primeiro a banda, depois o público, e só depois, eu. Até brindamos com champagne depois. Foi bom estar ao lado de um músico tão famoso, humano e simpático como o Bono (Vox, do U2).

E o show de hoje, quais são as expectativas?
O público aqui em Mogi é muito bom. Tocamos aqui ontem e a resposta foi muito boa. Show tem que funcionar assim, é uma troca, né? A gente faz o melhor que pode e eles ajudam! (risos)

Com tanta simpatia a gente ajuda mesmo, Izzy, pode deixar!

Izzy Gordon

O show da paulistana Izzy Gordon na praça de eventos do Sesc Vila Mariana reuniu a linda voz da cantora com o repertório consagrado de Dolores Duran, tia de Izzy. No meio da praça de eventos, transeuntes que almoçavam no restaurante, jovens que saíram da escola, crianças que participam de projetos do Sesc e senhoras que praticam esportes fizeram do público do show uma mistura diferente.

Ela cantou somente músicas do seu último CD, Aos Mestres Com Carinho – Homenagem a Dolores Duran, que reúne músicas consagradas da compositora como A noite do meu bem e Estrada do Sol, que o público cantou junto, e menos conhecidas como Castigo. Antes de cantar o sucesso de Richard Rodgers, My Funny Valentine, a cantora salientou que fez um arranjo bem diferente daquele, super elogiado, feito pela tia anos atrás.

A primeira convidada foi anunciada como alguém que “representa tudo para mim”: a mãe de Izzy e irmã da homenageada, Denise Duran, que levanta da platéia e prova que a filha tem de quem herdar a bela voz. Para fechar com chave de ouro, a cantora chamou o produtor Eduardo Silva, mais conhecido como Edu Negão, para um Free Style (improvisação de rap com fundo musical), que marcou mais um ponto alto do show. Falando de futebol, Dolores Duran, música e venda de CD, o produtor conseguiu atrair a atenção de todos com a agilidade e coerência da sua performance.

A cantora finalizou a apresentação agradecendo com a frase “Eu sou muito privilegiada, nasci em uma família de artistas, mas dependo muito de uma banda maravilhosa como essa e principalmente de vocês, meu público”. Aplaudida de pé e aceitando o pedido de bis, a cantora repetiu o sucesso que ouvia na voz da mãe quando criança, A Banca do Distinto, e mais uma vez foi muito aplaudida.

Perguntada sobre a dificuldade de se fazer um show em lugar aberto, grande e cheio de pessoas passando, Izzy afirma que pensou nisso quando foi convidada, mas vê que esse é um jeito bom de fazer chegar a cultura de um modo amplo e à todos. Ao comentar as possíveis comparações com a tia de sucesso, a cantora disse que também ficou apreensiva no começo, mas que essa apreensão é deixada de lado quando sobe no palco, canta e percebe a importância da divulgação de uma artista tão importante quanto Dolores.

Paula de Paula e Carol Rodrigues



O bairro mais doce de São Paulo
Setembro 27, 2007, 5:03 am
Arquivado em: Gula

patio-do-pari.jpg 

O “bairro doce” de São Paulo é um dos mais antigos da cidade, separado da Vila Guilherme pelo Rio Tietê e vizinho do Brás, do Belém e da Luz, o Pari tem como principais pontos de referência a igreja de Santo Antônio do Pari e o Estádio do Canindé, sede da Portuguesa de Desportos. Fundado por pescadores, que escolheram seu nome baseados no uso, muito comum no local na época, de uma armadilha indígena, o “pari”, para fisgar os peixes dos rios Tamanduateí e Tietê; o bairro teve sua história marcada pelo cheiro doce que saía das chaminés das fábricas de biscoitos e guloseimas instaladas décadas atrás.   

Hoje indústrias como Tostines, Neuza e Bela Vista, já se mudaram, abrindo espaço para o comércio de utilidades domésticas que tem crescido diariamente no Pari. São centenas de lojas que agora se atrevem a esconder os restaurantes e estabelecimentos tradicionais, especializados em diferentes culinárias, maravilhosos que o distrito possuí.

Marjoritariamente simples, chegando às vezes a possuir decoração antiquada, os ambientes são familiares, tendo a presença dos donos diariamente e preços acessíveis. Toda a variedade encontrada deve-se ao encontro das diversas gerações de imigrantes que passaram a viver a partir do final do século XVI. Portugueses, italianos, libaneses, coreanos e, mais recentemente, bolivianos, habitam o Pari e ali reproduzem as receitas tradicionais que suas famílias costumavam fazer em suas próprias casas. Todo esse mix de culturas transformou o distrito em um incipiente pólo gastronômico na capital paulistana.

  post.JPG

É comum ver três gerações de uma mesma família dividindo algumas das enormes porções de bacalhau da Casa Santos. Qualquer que seja a receita e o modo de preparo do os preços são os mesmos: 59 reais (para uma ou duas pessoas), 129 reais (para três) e 195 reais (para cinco). Nessa casa a procura pelo bacalhau é tão grande que os fornecedores entregam de 300 a 350 quilos por semana. “Num sábado dos bons, chegamos a vender entre 600 e 700 bolinhos de bacalhau”, conta Sônia Osório, uma das donas. 

 Localizado na rua Barão de Ladário o Restaurante do Líbano, da família Mohamad e Hanie Moussa entrou no mundo gastronômico reproduzindo pratos típicos libaneses que eram costumeiramente produzidos na cozinha do casal. “Passamos a servir as mesmas receitas que minha mãe fazia em nossa casa”, conta o filho Hassan Moussa, que administra o salão. “Ficávamos felizes nos dias em que atendíamos a três ou quatro mesas.”Em 2005, o restaurante mudou do número 907 para o 831 da mesma via, em instalações maiores e mais modernas, e trocou o nome para Casa Líbano. Nas paredes há belas fotos de cidades libanesas, em preto-e-branco. Logo na entrada fica o café e, no fundo, está instalada a mercearia da qual se pode levar produtos importados do Oriente Médio, como frutas secas e narguilés, além do açougue islâmico,(onde estão à venda cortes obtidos segundo preceitos muçulmanos. Essa carne com corte especial é a matéria-prima de itens como o quibe, a esfiha e a cafta servidos no restaurante que não vende bebidas alcoólicas.      

Os 15 centímetros de diâmetro da massa são a medida que faz a fama das esfihas preparadas no Rei das Esfihas. Conhecidíssimo pelos apreciadores do quitute, o restaurante tem a 30 anos um único garçon, Tadeu Dantas, que atende sozinho aos 36 lugares do salão. Na cozinha, doze pessoas encarregadas de dar conta dos pedidos espremem-se na cozinha, à vista do cliente, para preparar a massa, enrolá-la, recheá-la  e mandá-la ao forno. Podendo ser de carne, mussarela, calabresa, provolone, escarola, presunto, palmito ou calabresa com catupiry No início deste ano, as esfihas gigantes passaram a fazer parte do cardápio da Barakiah, lanchonete com ambiente mais amplo e fachada envidraçada que os mesmos donos do Rei das Esfihas inauguraram numa esquina a cerca de 200 metros da casa original.   

A relação  do fundador do Recanto do Líbano, Manuel Ferreira, e os doces árabes, vem de 1970. Quando o mineiro desembarcou em São Paulo para trabalhar como faxineiro em uma confeitaria e passou a observar os cozinheiros preparando doces.
Em 1989, deixou de ser empregado e abriu a própria fábrica, que hoje tem cinco funcionários que preparam 2.000 doces por dia, sob o atento olhar do dono do empreendimento. Vendidos no pequeno e simplório salão ou despachados para clientes (como o Empório Tio Ali, os restaurantes Congonhas Grill, do Aeroporto de Congonhas e Esfiha Imigrantes, na Saúde) os deliciosos doces são um sucesso. 

       
 bolivia.jpg

Além dos estabelecimentos há das 11h às 19h aos domingo, na Rua das Olarias, uma Feira Livre Andina. Ponto de encontro de milhares de bolivianos que vivem em São Paulo, os vendedores circulam por um trecho de cerca de 200 metros da rua, até a praça Kantuta. Em cerca de oitenta barracas, é possível comprar artesanato, vestimentas, alimentos, como pães, diversos tipos de batata e de milho, caixinhas de chá de folha de coca e quinoa e comer receitas típicas, como frango churrasqueado, saltenhas apimentadas, anticucho, tendo como bebidas, suco de amendoim batido, refresco de pêssego e o refrigerante peruano Inca-Cola, de cor amarelada.

   

Casa Santos. Rua Conselheiro Dantas, 92, Pari, 3228-5971.

Casa Líbano. Rua Barão de Ladário, 831, Pari, 3313-0289. 

Rei das Esfihas. Rua Doutor Ornelas, 58, Pari, 3313-0022. 

Barakiah. Rua Coronel Moraes, 396, Pari, 6096-2938. 

Recanto do Líbano. Rua Santa Rita, 1003, Pari, 6692-3505.

Feira da Bolívia. Rua das Olarias, esquina com Praça Kantuta. Domingo, das 11h às 19h. 

 Heloísa Gonçalves Pinto



Marilyn Manson em dose tripla
Setembro 26, 2007, 10:55 pm
Arquivado em: Avenida Paulista

manson2.gif

A partir de hoje, os fãs paulistas e paulistanos do roqueiro poderão se deleitar. Pois, terão overdose de Marilyn Manson nas próximas semanas. Ele fará show esta noite na Via Funchal, participará da premiação da MTV brasileira e exporá suas obras em uma galeria.

Poderá ser conferido hoje, no espaço Via Funchal, o sexto e recente álbum do cantor intitulado de “Eat me, drink me”. O disco, que foi composto e produzido em parceria com o guitarrista Tim Skold, é banhado por muita sensualidade. E também conhecido por suas declarações chocantes e polêmicas, o que já não é novidade. Além disso, participará da premiação do Vídeo Music Brasil, da MTV, que ocorrerá na noite do dia 27.

Manson mostra seu lado pintor, na Galeria Romero Britto, no próximo sábado. A exposição chamada de “Flores do Mal” reúne 29 aquarelas de autoria própria. Nelas são abordados temas como morte, doença, mutilação, vício, homicídios reais e fictícios. As obras ficarão expostas e estarão à venda durante três semanas na famosa e badalada Rua Oscar Freire.

Show
Onde:
Via Funchal, Rua Funchal, 65, V. Olímpia, tel. (11) 3188-4148 (Call Center).
Quando: 26 de setembro (quarta), às 22h.
Quanto: R$ 160 (pista) / R$ 200 (mezanino) / R$ 270 (camarote).

www.viafunchal.com.br

Exposição:

Galeria Romero Britto

R. Oscar Freire, 562 – Jardins – Fone: (11) 3062-7350

Quando: Abertura 28 de setembro e fica até 19 de outubro

Seg à sex: das 10h às 20h    Sábados: das 10h às 18h

Quanto: Grátis

www.romerobritto.com.br

                                                                        Paula Serio         

Virada Esportiva e Dia Mundial Sem Carro agitam a Paulista

A Virada Esportiva, que aconteceu no fim de semana passado, mudou a rotina de muitos paulistanos e também da Avenida Paulista. Ela abrigou a caminhada “Ponta à Ponta”,  o Sesc Paulista participou da programação com yoga, caminhada e ginástica natural e artística e o Parque Trianon com a caminhada “Eu quero parar” para fumantes. As imediações da avenida também participaram, o Conjunto Nacional da Augusta promoveu aulas de alongamento e de dança, o Sesc Consolação teve a programação mais eclética e agitada com ginástica, caminhada, yoga, aula aberta de samba rock e show musical com o circuito acrobático.

Além disso, a Avenida Paulista também foi palco das atividades do Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), no último sábado. Com uma programação diversificada e atrativa, o evento procurou atrair toda a população para o debate sobre o uso desnecessário de veículos automotores.  

O ponto alto do evento foi a bicicletada, inspirado no movimento Massa Crítica que promove o uso da bicicleta como meio de transporte, saiu da Praça do Ciclista (altura do nº 2440 da avenida) às 15h e chegou ao Sesc Paulista às 16h30, onde foram realizadas atividades esportivas e culturais. Com intervenções artísticas, aulas públicas sobre mobilidade e mudanças climáticas e teatro no Conjunto Nacional, o Dia Mundial Sem Carro mobilizou apenas uma parte da população, muitos não deixaram seus carros na garagem para aderir à bicicleta. Site:www.prefeitura.sp.gov.br/portal/portal/viradaesportiva/                                                                       

                                                                 Pâmela Kometani



Tarifa de ônibus sobe mais de 110% desde 2001
Setembro 25, 2007, 2:57 pm
Arquivado em: Dia-a-Dia

As tarifas de ônibus urbano lideram o aumento de preço do transporte público no país entre janeiro de 2001 e agosto de 2007, com alta de 110,61%. Segundo estudo divulgado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta sexta-feira, todas as categorias de transporte público, com exceção das barcas, tiveram reajuste de tarifas superior à inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no período, de 54,92%.Os trens apresentaram acréscimo nas tarifas de 94,04% entre 2001 e agosto de 2007, o metrô, de 82,61%, o táxi, de 72,86%, o transporte escolar, de 64,94%, o ônibus interurbano, de 63,75%, e as barcas, de 49,65%. Segundo a pesquisa realizada pelo economista André Braz, do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV, os gastos com transporte público comprometem cerca de 6% do orçamento doméstico entre 1 e 33 salários mínimos. “Para famílias com orçamento entre 1 e 2,5 salários, os gastos com transportes saltam de 6% para 12%. O transporte público é uma despesa que pesa e restringe o orçamento familiar”, explica Braz. O destaque nos gastos com transporte público fica por conta do ônibus urbano, que responde, em média, por 70% da despesa das famílias com deslocamento. Para Braz, o aumento acumulado na tarifa do ônibus público urbano entre 2001 e agosto de 2007 pode ser explicado pelo reajuste de 149% no óleo diesel no mesmo período. “O óleo diesel é o principal combustível usado pela frota de ônibus. Mas o setor também tem uma estrutura muita pesada, com salários e pessoal, que aumenta o custo do transporte”, diz o economista. Neste ano, até agosto, a tarifa do transporte público acumula alta de 2,16% –ante IPC medido pela FGV de 3,23%. Para Braz, o resultado indica a possibilidade de o setor fechar 2007 com a menor taxa de crescimento dos últimos sete anos. No período, a menor expansão foi apontada em 2004, aos 3,89%. De lá para cá, verificaram-se altas de 12,82% em 2005 e 10,21% em 2006. “Na média, os reajustes em 2007 estão abaixo da média dos últimos sete anos. Mas o resultado não está definido ainda, porque não há um calendário de reajustes do setor, como na telefonia e em energia elétrica. Temos quatro meses pela frente, uma janela pequena para reajustes. Vai depender da intensidade dos reajustes”, afirma Braz. No acumulado deste ano até agosto, o ônibus urbano teve a tarifa reajustada em 2,66%, o trem urbano, em 0,63%, o metrô, em 0,16%, o transporte escolar, em 6,08% e o ônibus interurbano, em 1,32%. A tarifa do táxi teve queda de 1,80%, e a da barca, de 5,01%. A pesquisa da FGV considera os preços das tarifas de sete cidades do país — Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife– onde o IPC é apurado.  



Eventos esportivos
Setembro 24, 2007, 7:03 pm
Arquivado em: Esportes

As inscrições para a 4° Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day já estão abertas. A prova acontece no dia 28 de outubro no Autódromo de Interlagos e a distância será de 42.2 km. As equipes podem ser formadas por 2, 4, ou 8 participantes. Esse evento é realizado pelo Instituto Ayrton Senna.

Mais informações no site www.ayrtonsennaracingday.com.br. As inscrições vão até o dia 19 de outubro e o valor é de R$50,00 por atleta.

Tênis

A Unisys Arena, em São Paulo, organizará neste final de semana o “Tennis Business 2007”, evento que reúne as principais marcas do tênis brasileiro. No sábado, a programação é voltada para o público e a entrada é gratuita. Já no domingo, o encontro é destinado a lojistas e empresas.

A partir das onze horas, o fã da modalidade poderá acompanhar a “Tênis in Art”, exposição inédita com artistas selecionados pela curadora Lilian Heitor. Haverá também exposição de raquetes antigas, do acervo particular do chileno Raul Rocco, técnico e ex-profissional. No pacote está incluída uma disposição de produtos das marcas e Encontro com Treinadores, a partir das quinze horas.

O destaque do último dia da quarta edição do “Tennis Business” será o Desafio dos Lojistas, um mini-torneio organizado pela academia paulistana.

Maiores informações no site: http://www2.uol.com.br/tenisbrasil/tennisbusiness/index2.htm 

Clara Dias e Alexandre Massi

 



O que acontece nas várias regiões de São Paulo ao mesmo tempo?
Setembro 23, 2007, 8:46 pm
Arquivado em: Curiosidades

Sexta feira, 21 de setembro de 2007. Uma tarde nublada em São Paulo. A seguir cenas do cotidiano em uma mesma tarde em algumas das várias regiões da cidade. 

(Adolfo Nomelini)

Clique nas imagens para ampliar

Avenida Higienóplis – Trânsito intenso e pessoas passeando pela rua.

Avenida Angélica – De um lado o trânsito…

 

Do outro lado, pessoas esperando o ônibus para voltar para casa.

Praça Marechal Deodoro, no centro da cidade.

Início da Rodovia Raposo Tavares, também conhecida como a Rodovia do Amor.

  

Fim de feira na Rua Ministro Ferreira Alves, Perdizes

 

Trânsito em Santana, zona norte de São Paulo

Fotos: Adolfo Nomelini (Av. Angélica, Higienópolis e Praça Marechal Deodoro), Camila Hidaka (Rodovia Raposo Tavares), Ivan David (Perdizes), Nathalia Boscolo (Santana)



Discórdia sobre Rodas
Setembro 22, 2007, 10:56 pm
Arquivado em: Babilônia

A bicicleta é um veículo composto de duas rodas presas a um quadro movido pelo esforço do próprio usuário através de pedais. Na década de 60, o grupo ativista político Provos praticou uma forma de intervenção social, colocando nas ruas de Amsterdam bicicletas brancas que poderiam ser usadas por quem precisasse se locomover, sem qualquer relação de propriedade com o objeto. As bicicletas brancas eram abandonadas na rua por seu usuário, para que o próximo individuo que passasse a pudesse usar, e assim em diante. Em 2007, parte da população da cidade de São Paulo se propõe a participar do dia internacional sem carro. Neste sábado, homens e mulheres, dotados de profundo senso cívico, irão deixar seus automóveis na garagem e darão uma volta a pé, indo até a Avenida Paulista ou, no máximo, ao parque Ibirapuera. Levarão seus cachorros para passear ou seus filhos para um piquenique. Alguém vai sair com a namorada, e os dois, investidos de um profundo sentimento de responsabilidade ecológica, farão um passeio até o cinema Espaço Unibanco, na Rua Augusta. No meio tempo, entre motos e automóveis, a cidade de São Paulo ganha, por ano, 317.550 novos veículos.

 

Segundo dados do blog Apocalipse Motorizado, mais de 1.500 pessoas morrem em acidentes de automóvel por ano, apenas na cidade de São Paulo. É impossível quantificar as mortes causadas indiretamente pelos carros, através da poluição. Hoje, no dia mundial sem carro, às 15 horas, foi registrado um congestionamento de 2 km na Avenida dos Bandeirantes, no trecho entre a Avenida Miruna e a Alameda dos Jurupis, segundo o CET. Pra completar, um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP feito em seis capitais brasileiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, indicou que nenhuma delas atende ao padrão da Organização Mundial da Saúde para a poluição no ar. De todas, porém, Sampa continua com o título de capital mais poluída do Brasil.

 

A triatleta Fernanda Clemente Schiliró, que em Outubro disputaria a final do circuito Ironman no Havaí, morreu atropelada no domingo retrasado, dia 9 de Setembro, enquanto andava de bicicleta às margens da Rodovia dos Bandeirantes. No meio tempo, o presidente da CET, Roberto Scaringella, afirma que “não é prudente andar de bicicleta nas ruas de São Paulo”. Não deixa de ser verdade, afinal, são apenas 4,5km de ciclovias nas ruas da cidade. E como a CET não faz o seu trabalho, ciclistas de São Paulo criaram, por conta própria, faixas preferenciais para bicicletas em algumas vias importantes, como a Avenida Paulista e a Sumaré, pintando sobre a faixa da direita uma bicicleta em tinta branca. Foram chamadas de ciclovias clandestinas. Porque não fazer ciclovias oficiais, ao invés de dizer que é perigoso andar de bicicleta? Ah, sim, claro. Os paulistanos andam pouco de bicicleta. Ciclistas representam apenas 6,2% das vitimas de acidentes de trânsito. A maioria das vitimas, 49,7%, são pedestres.



BBC manipula concurso e é multada em quase R$ 200 mil
Setembro 21, 2007, 6:32 pm
Arquivado em: Cultura

BBC manipula resultado de concurso e paga multa de quase R$ 200 mil

Socks and Cookie
Após o escândalo, Socks (à esquerda), ganhou um novo amigo, Cookie

O que começou em uma inofensiva escolha do nome para o mascote do programa infantil Blue Peter terminou em multa pesada e risco de demissões na emissora. Tudo começou quando o show resolveu adotar um felino para levantar a audiência e, como parte do marketing, deixar o público escolher o nome do gatinho.
Algumas sugestões de nomes foram colocadas à prova no site e os internautas deviam votar qual o seria o nome do bichano. Como a maioria das enquetes, o resultado era visível ao público.
Quando o resultado foi anunciado, a surpresa. O nome mais votado, Cookie (biscoito), não era o escolhido, mas sim Socks (meias). Ao ser procurada para falar sobre o caso, a equipe do programa não quis comentar o assunto, mas Richard Marson, o diretor, acabou revelando que o nome foi trocado por decisão da emissora, que achou o nome votado inadequado.
Para recompensar os telespectadores o Blue Peter ganhou um novo mascote, um filhote idêntico ao primeiro, chamado Cookie.
A “brincadeira” foi parar no tribunal e a BBC condenada a pagar multa de quase R$ 200 mil. Dizem que o clima por lá é tenso, e já despertou rumores de que demissões irão acontecer.

Sábado é Dia Mundial Sem Carro
Que tal deixar seu carro em casa e ir curtir uma programação feita para livrar o ar da poluição de todos os dias?
Programação

AGENDA
Otto – Sesi Vl. Leopoldina – hoje às 12h30 – Grátis
Traditional Jazz Band – Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos – hoje às 20h – 1Kg de alimento
Trash pour 4 e Mara Faria Trio – Sesc Pompéia – hoje às 21h – R$ 15
Pato Fu - Sesc Vila Mariana – hoje e amanhã às 21h e domingo às 18h – R$10 a R$30
Seu Jorge – Via Funchal  – hoje e amanhã às 22h – R$ 80 (dá direito ao novo CD “América Brasil o Disco”) a R$ 200
Mar de Gente – Auditório Ibirapuera – hoje, amanhã e domingo às 21h – R$ 30
Alzira Espíndola Ná Ozzetti - Sesc Pinheiros – amanhã às 21h – R$ 15
Alzira Espíndolae Zélia Duncan – Sesc Pinheiros – domingo às 18h – R$ 15
Ludov - Pocket-Show – segunda às 19h30  – Grátis – Fnac Pinheiros
Marilyn Manson (Abertura: Maldita) – Via Funchal – quarta às 22h – R$ 160 a R$ 270
Hurtmold – Sesc Vila Mariana – quarta e quinta às 20h30 – R$5 a R$10
Izzy Gordon - Sesc Vila Mariana – Quinta às 13h – Grátis
Blitz – Fnac Morumbi – quinta às 20h – Grátis
Caminhos - Mezanino do Centro Cultural Fiesp – de hoje à 23/12 (quinta a sábado às 20h30 e domingo às 19h30) – Grátis
Tristão e Isolda – Teatro Popular do Sesi – prorrogado até 18/11 (Sábado e domingo às 16h) – Grátis
Mōnica Salmaso e Pau Brasil – Memorial da América Latina - Sexta às 20h30 – R$ 10,00