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Após a queda do Learjet 35, pilotos afirmam que faltam equipamentos no Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. No entanto, o coronel Carlos Minelli descarta a possibilidade de novos instrumentos no local.
Na tarde do último domingo, quatro de novembro, um avião executivo de pequeno porte caiu sobre duas casas na Casa Verde. O acidente matou oito pessoas.
Esta tragédia gerou uma nova polêmica: o Campo de Marte é um lugar seguro mesmo localizado em uma área residencial? Especialistas acreditam que sim, mas vários pilotos que trabalham a anos no local afirmam que faltam instrumentos indispensáveis, principalmente para os dias de chuva.
“Esses equipamentos fazem muita falta. Se o tempo está fechado, a gente não decola. Os instrumentos nos orientam, são fundamentais”, afirmou o piloto João Lapenta.
Porém, o coronel Carlos Minelli de Sá, do Serviço Regional de Proteção ao Vôo, descartou a possibilidade de instalar tais instrumentos por uma questão de risco aéreo. “Se você operar por instrumentos no Campo de Marte, vai haver interferência em Congonhas e Guarulhos porque Marte fica próximo a eles”, explicou.
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