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A “Casa de Pedra” é uma das construções mais originais da cidade, e fica no coração da favela Paraisópolis, no bairro do Morumbi. Foi construída em um terreno de apenas 75 metros quadrados e tem oito metros de altura.Dentro, uma série de escadas e pequenos corredores levam a um jardim num terraço que tem uma vista impressionante da favela que abriga mais de 70 mil pessoas.
O que parece mais surpreendente é que um homem que nunca ouviu falar do arquiteto catalão Antonio Gaudí (1852 – 1926) tenha construído algo tão próximo do seu estilo.
Estevão, de 50 anos, começou a construir uma casa para morar, e mais tarde ela se tornou um lar também para sua mulher e seus dois filhos. Só quando um estudante de arquitetura que passava viu a casa a sete anos é que Estevão percebeu a ligação entre o trabalho dele e o de Gaudí. “Quando eu comecei a construir a casa usando madeira, as pessoas costumavam dizer que parecia uma casa de índio. Aí eu comecei a mudar, e a estrutura é feita de ferro”, diz Estevão.
Desde então, Estevão visitou a Espanha para ver o trabalho do celebrado arquiteto catalão e sua casa em Paraisópolis se tornou uma verdadeira atração. Em meados deste ano, o interior da casa foi mostrado em artigo na edição brasileira da revista Vogue.
Nathalia Boscolo
Fonte: BBC Brasil
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Desde que assumiu a prefeitura de São Paulo, em 31 de março de 2006, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ficou mais conhecido pelo decreto de alguns projetos de certo modo “curiosos”. O projeto “Cidade Limpa” proibiu o uso de qualquer mídia externa no município, como outdoors, painéis eletrônicos e panfletos, deixando a cidade visualmente mais limpa. Um decreto mais interessante foi publicado no diário oficial de São Paulo em março deste ano. O decreto de poluição sonora em feiras proibiu feirantes e vendedores ambulantes de usarem equipamentos eletrônicos para venderem os produtos. A partir de então se escuta, bem baixinho nas feiras e grandes centros algum vendedor gritando discretamente “mulher bonita não paga, mas também não leva”.
A cidade de São Paulo possui aproximadamente 50 mil decretos, leis, normas e outras peripécias judiciárias. Muitas são de extrema importância para a manutenção da ordem na cidade, outras, porém são totalmente dispensáveis, e apenas contribuem para a grande pirâmide de arquivos da burocracia. No ano passado foram revogadas 3.600 leis de dois séculos atrás. Segundo a atual legislação, o paulistano não pode fazer muita coisa.
A multa de $ 530 reais é aplicada para quem atender o celular no posto de gasolina ou enquanto compra algum aperitivo na lojinha de conveniência. Para o vereador e autor do projeto Wadih Multran (PFL), as ondas eletromagnéticas ou faíscas produzidas pelo aparelho podem explodir os tanques. Não há registros de casos, nem experimentos que comprovem o fato
Você já pesou em criar um Javali em casa? Isso é crime em São Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente(Ibama) a espécie encontra-se em risco de extinção. Porém é permitido ter em casa, búfalo, camelo, cabra ou avestruz, desde que a dono do animal tome as devidas precauções para não acabar se envolvendo com outra lei excêntrica da legislação paulistana.
A lista não tem fim. Muitas das leis não são obedecidas pelos cidadãos. Mas a grande maioria não é levada à sério nem pelo ministério público. De qualquer modo, pense duas vezes antes de cometer algum crime como, colar chiclete embaixo de mesas e bancos, beber em copo de vidro na balada, passear com o poodle sem coleira e guia ou Comprar pão quentinho no domingo. Você pode ser pego em flagrante e pagar uma multa de até R$ 20 mil reais.
Por
Giulliano Macedo
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Com 37 anos de batente, Valdeci Manoel de Lima
é o carteiro mais antigo da cidade
Quando ele nasceu, em 1946, um dos sucessos das rádios no país era a música Mensagem, na voz de Isaurinha Garcia (“Quando o carteiro chegou e o meu nome gritou, com uma carta na mão…”). E não é que, 61 anos depois, entregar correspondências é exatamente o seu ganha-pão? Falamos de Valdeci Manoel de Lima, o mais antigo carteiro de São Paulo, na ativa desde 1970. Natural de Água Branca, no interior de Alagoas, tomou aos 17 anos uma decisão comum a muitos nordestinos: tentar a sorte na capital paulista. A julgar por sua popularidade no centro da cidade, parece que deu certo. A região onde dá expediente há 37 anos engloba a Rua Aurora e a Praça Júlio Mesquita, no centro. Circular por ali ao seu lado, às vezes, parece aula de história. “Aqui tinha muito comércio”, diz. “Essas casas de espetáculo, antigamente, eram cinemas”, conta, num eufemismo sobre os bordéis que proliferaram naquele pedaço.A rotina de Tio Val, apelido dado pelos companheiros de profissão mais jovens, começa às 7h30, no Imirim, bairro da Zona Norte onde vive com a mulher, Fernanda, e o filho, Rodrigo. Encara cerca de cinqüenta minutos num ônibus para bater cartão às 9 horas, no Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) de Santa Cecília. Veste o uniforme e, ao lado de outros 53 carteiros, separa centenas de envelopes, pacotes e afins, processo que leva em média três horas. Almoça (um PF de, no máximo, 10 reais com arroz, feijão e mistura ou, às quartas, feijoada) e parte para as entregas. Caminha numa boa pelo menos 2,5 quilômetros diariamente. “Hoje uso tênis. Difícil era quando calçava sapatos de couro.” Terminado o circuito, retorna à base com avisos de recebimento assinados e cartas rejeitadas, que serão devolvidas aos remetentes antes do fim do expediente, às 18 horas. Entre os colegas, Lima é conhecido pelo jeito boa-praça, pela boa memória – sabe de cor todos os CEPs da região – e por ser caxias. “Ele só faltou uma vez”, conta Katia Figueiredo, gerente do CDD. Mesmo assim, a ausência deveu-se a um treinamento da própria empresa. Tanta dedicação lhe rendeu convites para serviços internos nos Correios, postos de salário quase igual, porém menos exaustivos. Recusou. “Enquanto deixarem, continuo na rua.”
Fonte: Veja São Paulo.
Yani Cristóvão.
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Número de homicídios em São Paulo diminui significativamente nos últimos 7 anos, em 1999 o ano em que houve um pico de homicídios em todo o Estado, foram registrados 12.800 casos de acordo com o levantamento da Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP). Na grande São Paulo a redução foi de 63% e na capital o número ficou em 72%. Foram registrados 3.654 homicídios em todo Estado nos primeiros nove meses deste ano, houve uma queda de 21,59% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com todos esses dados, a maior cidade brasileira praticamente iguala o feito realizado nos anos 90 por Nova Iorque (maior cidade norte-americana), que ao decorrer de uma década reduziu os homicídios em 73%. O caso de São Paulo já é estudado por instituições internacionais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), a Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) e a Universidade de Harvard.
Através de números da Datasus, o Ministério da Saúde informou que de 2003 a 2006, São Paulo registrou uma queda de 48% no número de mortes por arma de fogo, contribuindo para a queda de 12,3% do índice no Brasil. A metodologia do Datasus difere da adotada pela SSP, pois inclui suicídios e resistências seguidas de morte, ao passo que exclui as mortes por armas brancas, por exemplo.
O Estado de São Paulo tem como objetivo investir na redução da criminalidade para atingir padrões toleráveis internacionalmente, informa o secretário estadual da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão. “Nossa meta é de que no ano que vem, finalmente, o Estado chegue à média de 10 homicídios dolosos por 100 mil habitantes”, observa o secretário, referindo-se ao índice indicado pela ONU como padrão não epidemiológico.
Este resultado atingido, primeiramente decorre de estratégias adotadas pelo Governo de São Paulo no combate ao crime. Uma delas é o planejamento de ações policiais baseadas no mapeamento em tempo real das ocorrências criminais, através de ferramentas de inteligência policial, como os sistemas Infocrim e Copom Online.
Outra iniciativa recém-criada pelo governo já dá os primeiros sinais de sucesso. Após um mês de funcionamento, o Programa de Policiamento de Trânsito registrou queda de 44% no número de ocorrência de roubos nas esquinas onde há presença de viaturas. Entre os dias 25 de setembro e 25 de outubro foram registrados 152 roubos nos cruzamentos onde a Polícia Militar faz patrulhas diariamente. No mesmo período do ano passado foram 271 ocorrências.
Há dois anos o governo realiza a Operação Saturação por Tropas Especiais, de combate a crimes em regiões de elevada vulnerabilidade social através de presença maciça do efetivo policial. A SSP observou que algumas moradias das favelas eram usadas como cativeiro por quadrilhas de seqüestradores. Neste ano a operação ganhou reforço com a Virada Social, programa de inclusão social que integra 26 secretarias e órgãos públicos do Estado e município.
Desde 1995 o Estado tem freado a concessão de novos portes de arma de fogo e retirado das ruas grandes quantidades de armas irregulares. Com base nestas informações fornecidas pelo Infocrim, a Polícia aumentou sua eficiência no recolhimento das armas, bem antes da adoção do Estatuto do Desarmamento, em 2003. Neste ano foram apreendidas até setembro 17.936 armas irregulares.
Paulo Alvarenga
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Orelhões Ocupados
Engana-se quem pensa que a popularização dos celulares fez cair o uso dos 69 000 telefones públicos da cidade. Só no primeiro semestre de 2007 foram vendidos 26,6 milhões de cartões telefônicos.
É fogo!
Não está nada fácil a vida dos bombeiros paulistanos. No mês de agosto, eles combateram 1 207 focos de incêndio na cidade – no mesmo período do ano passado, foram 254. Tanto fogo tem um vilão: o tempo seco. “A baixa umidade relativa do ar causa essa situação”, explica o capitão Mauro Lopes, do Corpo de Bombeiros. No último fim de semana, o índice de umidade relativa chegou a 20% – segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal é 60%.
Boas de copo
De cada três paulistanos que extrapolam na bebida, um é do sexo feminino. “O número é maior do que nos Estados Unidos, onde existe uma mulher em cada quatro pessoas nessa situação”, afirma a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, responsável por uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo em parceria com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. Foram entrevistados 1464 moradores dos bairros Jardim América e Vila Madalena.
Sorvetes da Coréia
Um picolé coreano com sabor de melão é a nova febre entre os freqüentadores da Liberdade. Aos domingos, os dez pontos-de-venda do bairro chegam a comercializar 4000 unidades, a 3,50 reais cada uma. “O sucesso é tanto que estamos levando o sorvete para outros endereços da cidade, como a Avenida Paulista”, diz o diretor de uma das importadoras, Fernando Ki. São também da Coréia do Sul os outros sabores da marca: banana, morango, café, tutti frutti e feijão japonês.
A capital dos contrastes
Ao lado da favela de Paraisópolis, na Zona Sul, este edifício construído na década de 70 (onde cada apartamento de 355 metros quadrados é avaliado em cerca de 400 000 reais) tem terraços em forma de leque para que o sol chegue às piscinas de todos os andares. O contraste foi flagrado em 2004 pelo fotógrafo paulistano Tuca Vieira e ganhou o mundo. Publicada em oito periódicos e três livros, a foto caiu até no vestibular, como tema de uma das questões da prova da PUC.
Yani Cristóvão
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Esqueça essa cena típica de “Friends”, um dos seriados de maior sucesso da história da televisão mundial. Seis amigos que estão sempre juntos nos bons e maus momentos. Agora, quando se fala em cidade grande, lembra-se sempre de solidão. Muita correria, vários compromissos e falta de tempo para conservar amizades.
Pensando nisso, uma nova moda está começando a surgir em São Paulo. É o personal amigo. Um serviço que você paga para ter companhia por um período do seu dia.
Em um anúncio publicado na Internet, um personal amigo diz:
“Você que esta cansado: da “solidão”, da “falta de amigos”, dos “amigos da onça”, das “más companhias” e dos “programas que empobrece seus conhecimentos”. (sic)
”Conheça o PERSONAL AMIGO que lhe oferece “bem estar social e cultural”, através de conceitos simples como AMIZADE (leal e atenciosa), onde você terá liberdade de conversar sobre tudo sem receio, COMPANHIA (agradável e bom ouvinte), para passeios e eventos que necessite de uma boa companhia, e CULTURA (livre), para enriquecer seus conhecimentos.”
Em um site, o personal amigo Ivo Matos, 31 anos, diz que utiliza conceitos simples como:
“AMIZADE (leal, atenciosa e bom ouvinte), com liberdade para falar sobre tudo, “sem receio nenhum”; COMPANHIA (agradável, educada e extrovertida), para passeios e eventos de qualidade, e;CULTURA (livre para todos, origens variadas e educacionais), para enriquecer seus conhecimentos culturais.”
Você pode escolher o local para utilizar o serviço. De shopping a parques, sem esquecer de shows ou eventos culturais “para desfrutar do bem estar”.
Ainda neste site, o “personal amigo” Ivo Matos afirma que “O formato deste projeto vai de encontro com a amizade exemplar, a boa companhia e o respeito à variedade cultural. Deste modo, incentivando as pessoas a criarem mais amizades, “sem segundas intenções” e priorizando as boas companhias.”
O serviço é dividido em três:
“1º) PERSONAL OUVIDOR = (Leal, atencioso, disposição para ouvir): - LIBERDADE para falar sobre todos os assuntos, sem receio;
- SEGURANÇA no sigilo de sua identidade e o assunto conversado.
2º) PERSONAL COMPARTE = (Tranqüilo, educado e bom humor): - BOA COMPANHIA para festas e eventos culturais;
- COMODIDADE p/ o cliente, será poupado dos transtornos corriqueiros.
3º) PERSONAL ANFITRIÃO = (Organizado, receptível e livre p/ todos):- PLANEJAMENTO estratégico da sua programação de lazer;
- ETIQUETA recomendada para essa atividade cultural.”
Clique aqui para acessar o site de Ivo Matos.
No Rio de Janeiro, Silvério Ráfide Veloso mantém o serviço desde o ano passado, e diz encontrar até 3 vezes em uma semana a mesma pessoa. Clique aqui para entrar no site dele.
No Orkut, a comunidade “Personal Friends – Amigo Aluguel” possui quase 2500 membros.
Agora, você pode se animar (ou não) tendo lido este texto. Se você pensou em procurar a ajuda de um personal amigo, é bom você guardar dinheiro, pois o serviço pode chegar a custar até 300 reais.por sessão. Agora, se você pensou em ser um personal amigo, você tem bons motivos financeiros para ficar feliz.
Em tempo: Outros serviços mais comuns estão cada vez mais na moda em São Paulo. Como o personal “home help”, que é uma consultoria que visa deixar a casa da pessoa organizada. Desde de serviços simples, como trocar uma lâmpada, até o planejamento do dia-a-dia de uma residência
Clique e acesse ao site do Home Help.
Adolfo Nomelini
Foto – Divulgação
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Bem no centro de São Paulo, mais especificamente no largo da República, entre a rua 24 de Maio e a Avenida São João encontra – se um marco da cultura underground paulistana. Trata – se do Shopping Center Grandes Galerias. No entanto se você perguntar para as pessoas da região onde fica o Shopping a grande maioria não saberá te responder porque todo mundo conhece o “Grandes Galerias” pelo seu apelido, Galeria do Rock.
Como o apelido diz, o local é o grande centro do rock and roll brasileiro. Porém não é só de rock que vive a galeria. Ela também abriga a galera skatista, os manos do hip hop, o pessoal mais chegado ao jazz e a rapaziada que curte MPB. Todos eles possuem lojas onde podem achar os artigos necessários para continuarem dentro da moda de sua tribo. As lojas voltadas para o hip hop situam – se no subsolo do prédio. No térreo estão as lojas que vendem artigos para skatista, além de lojas com produtos importados como tênis e camisetas de marcas famosas. Subindo pelas escadas rolantes chegamos ao primeiro andar onde começam a aparecer as primeiras lojas de rock. Algumas se especializaram em públicos específicos como góticos, mas a grande maioria vende artigos para todos os tipos de rockeiros. O segundo andar continua dominado por lojas de rock, só que existem mais lojas voltadas aos punks e para o pessoal que curte hardcore. Nos dois últimos andares encontram – se estabelecimentos de serigrafia (processo de impressão no qual a tinta é vazada – pela pressão de um rodo ou puxador – através de uma tela preparada). Há também outras lojas que não necessariamente atendem as necessidades de cada tribo como salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates e estúdios de tatuagens.
Com tantas pessoas diferentes é de se supor que aconteçam várias confusões. Ledo engano. Brigas entre tribos são coisas do passado. Desde que o atual síndico, Antonio Souza Neto, vulgo Toninho da Galeria, assumiu, a casa foi colocada em ordem. Até meados dos anos 80 a galeria vivia num estado praticamente de abandono. Hoje em dia o número de assaltos que antes eram de quinze por mês, em média, quase não existem, as drogas foram banidas. Virou um local também freqüentado por famílias.
A galeria foi inaugurada em 1963 para atender serviços de alfaiataria e comércio de souvenirs em moldes franceses. Projetada pelo arquiteto Alfredo Mathias, o prédio possui um formato ondulado, inspirado nas obras de Oscar Niemeyer. É a partir da década de 70 que a galeria começa a ser conhecida como Galeria do Rock quando começam a se instalarem diversas lojas de discos. A loja mais antiga é a loja de música Baratos e Afins.
Hoje em dia a Galeria do Rock é um ponto que atrai turistas de todo o mundo. Personalidades como Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden) e Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana) e bandas como Dream Theater e Paradise Lost, já passaram por lá para tardes de autógrafos ou apenas para dar uma volta pelos corredores e pode entrar para o Guiness Book (livro dos recordes) como maior concentração de estabelecimentos dedicados ao rock.A galeria tornou – se um marco que orgulha os paulistanos, rockeiros ou não.
Alguns números da Galeria:
-Área: 6 mil metros quadrados
-Lojas: 450 (cerca de 200 de CDs)
-Público: 15 mil clientes durante dia de semana e 20 mil aos sábados.
-Segurança: 20 homens.
Galeria do Rock
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 9h às 17h
Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439)
Entrada franca
Próximo ao Metrô República.
Ivan D Ryngelblum
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Sexta feira, 21 de setembro de 2007. Uma tarde nublada em São Paulo. A seguir cenas do cotidiano em uma mesma tarde em algumas das várias regiões da cidade.
(Adolfo Nomelini)
Clique nas imagens para ampliar
Avenida Higienóplis – Trânsito intenso e pessoas passeando pela rua.
Avenida Angélica – De um lado o trânsito…
Do outro lado, pessoas esperando o ônibus para voltar para casa.
Praça Marechal Deodoro, no centro da cidade.
Início da Rodovia Raposo Tavares, também conhecida como a Rodovia do Amor.
Fim de feira na Rua Ministro Ferreira Alves, Perdizes
Trânsito em Santana, zona norte de São Paulo
Fotos: Adolfo Nomelini (Av. Angélica, Higienópolis e Praça Marechal Deodoro), Camila Hidaka (Rodovia Raposo Tavares), Ivan David (Perdizes), Nathalia Boscolo (Santana)
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Buzina, calor, dor de cabeça e cansaço. É disso tudo que você lembra quando alguém fala em trânsito. Em uma cidade como São Paulo, em que congestionamento é uma coisa que faz parte do dia-a-dia dos moradores, pegar trânsito pode ser muito mais produtivo do que se imagina.
Entre as dezenas de carros ao seu redor, em um pode estar o grande amor de sua vida. Foi assim com a apresentadora Astrid Fontenelle.
Era véspera de feriado, o trânsito estava caótico na cidade de São Paulo. Astrid estava mal humorada. Ela tinha bons motivos para isso. Primeiro porque ela iria trabalhar nos dias seguintes e depois porque estava parada no meio de um grande congestionamento na Avenida Pacaembu.
Entre buzinas e gritos, uma perua Cherokee passou ao lado de Astrid. O motorista era o empresário Marcelo Checon, na época com 24 anos.
“Sei que foi muito clichê, fotonovela, não acreditei que daria certo, mas lembrei que havia evocado minha mãe Oxum. E foi muito legal porque aconteceu sem preconceitos, mesmo com a diferença de idade.”, diz Astrid, que tinha 40 anos quando tudo começou.
A primeira frase de Marcelo para Astrid foi. “Nenhuma mulher bonita merece ficar presa no trânsito.” A apresentadora resolveu responder ao xaveco. “Sou a Feiticeira, não está me reconhecendo?” Minutos depois, eles pararam para tomar um refrigerante e, claro, trocar os telefones.
Três dias depois, Marcelo e Astrid jantaram juntos e deram o primeiro beijo. O casal está junto até hoje e vive agora uma outra fase do relacionamento de cidade grande. Ela passa a semana trabalhando no Rio de Janeiro, ele fica em São Paulo. O casal se vê somente no fim de semana, quando Astrid enfrenta a ponte-aérea somente para reencontrar aquele que um dia ela avistou, ou por quem foi avistada, entre dezenas de carros no meio de um enorme trânsito na Avenida Pacaembu.
Infelizmente, nem todo mundo tem a sorte que a Astrid e o Marcelo tiveram, e quando resolvem falar com a pessoa do carro do lado, ela simplesmente já desapareceu. Por isso, há um site que pode te ajudar.
No Chapaquera você pode cadastrar a chapa do seu carro e mandar mensagens para qualquer placa, mesmo que a chapa não esteja cadastrada no catálogo do site.
Agora, antes de você começar a sair paquerando todo mundo pelo trânsito, preste atenção nas dicas de etiqueta de Claudia Matarazzo.
- Carro sujo diz muito a respeito de quem dirige. Como ninguém gosta de pessoas desleixadas, o negócio é estar sempre com o veículo impecável.
- Música no último volume também costuma espantar prováveis paqueras no trânsito.
- Atirar cartões com o telefone no vidro alheio é muita pobreza. seja mais criativo ao arranjar um pretexto para se aproximar. Compre flores ou balas dos vendedores de semáforos e ofereça o objeto à paquera.
- Se você for abordado(a) e estiver comprometido(a), mostre rápido a aliança no vidro ou diga simplesmente que está com pressa e não pode parar para conversar.
Da próxima vez que você se ver preso no trânsito, olhe ao redor antes de reclamar, pode ser o início de uma história de amor.
Adolfo Nomelini (Com informações da Istoé e Quatro Rodas)
Fotos: Folha Online (Trânsito)
Divulgação (Astrid)
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Quais são os principais hospitais de São Paulo?
Em 1º lugar encontra-se o Hospital Albert Einstein, com 43% das opiniões, seguido do Sírio-Libanês, com 18%, Oswaldo Cruz, com 15%, Hospital das Clínicas, com 7% e, por fim, o São Luiz, com 5%.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha, entre 10 de maio e 20 de junho, por telefone, com cerca de 1000 médicos, tendo margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%.
São Paulo e sua saúde em números:
A capital paulista tem 343 hospitais, sendo 45 públicos, 28 filantrópicos e 270 privados. Além disso, há pelo menos 51 mil médicos em atuação.
Dentre os principais hospitais apenas um é público… Abaixo, algumas curiosidades sobre o Hospital das Clínicas:
· Faz 21 mil atendimentos por mês, (o Einstein, para se ter uma idéia, faz 9 mil em igual período);
· 700 pessoas são atendidas, por dia, no Pronto-Socorro das Clínicas;
· Terça-feira é o pior dia para o PS. Depois vem o sábado.
· No domingo, a procura pelo hospital cai em 50%.
· Uma tomografia do corpo inteiro dura, no mínimo, 20 minutos.
Por especificidades e áreas de atuação:
A pesquisa também analisou áreas mais específicas de cada um deles.
A melhor UTI: 41% – Albert Einstein, 20% – Sírio, 8% Oswaldo, 6% – HC e 3% São Luiz.
O melhor pronto-socorro: 31% – Sírio, 23% – HC, 17% – Einstein, 9% Oswaldo e 6% Santa Catarina.
O melhor em maternidade: 33% – São Luis, 19% – Pró Matre, 14% – Santa Joana, 13% – Einstein, 9% – Santa Catarina.
O melhor em pediatria: 29% – Albert Einstein, 19% – Sabará, 15% – HC, 10% – São Luiz, 5% – Sírio.
O melhor em cardiologia: 50% – INCOR/HC, 31% – Hospital do Coração, 5% – Einstein, 5% – Beneficência Portuguesa, 5% – Dante Pazzanese.
O melhor em ortopedia: 19% – Oswaldo Cruz, 16% – Einstein, 13% Hospital das Clínicas, 12% – Santa Casa, 8% – Abreu Sodré / São Luiz / Sírio Libanês.
São Paulo, contudo, não se limita apenas às análises dos especialistas desta aérea. Os nomeados pela Folha de São Paulo como “leigos” – que, afinal, são os grandes usuários dos hospitais- em sua maioria não podem pagar pelos serviços hospitalares indicados.
Segundo os indicadores de saúde do governo, cerca de 37% da população de São Paulo consegue dispensar o SUS. Assim, o restante de toda a população divide-se entre estes poucos quarenta e cinco hospitais, dos quais apenas um foi citado na pesquisa.
Entretanto, ao invés quem investe em expansões e melhoras são os eleitos “melhores”: o Sírio-Libanês é dono de um projeto de R$350 milhões, com previsão para 2012; o Einstein não é diferente, com um investimento de R$360 milhões…
Por: André Condes Ferreira e Camila Akemi Hidaka Fardin


