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O que só São Paulo tem…
Setembro 2, 2007, 5:21 pm
Filed under: Curiosidades

…uma rua para cada planeta do sistema solar

Avenida Mercúrio, no Brás

Rua Vênus, na Vila Formosa

Rua Terra e Rua Netuno, em São Mateus

Rua Marte, no Jardim Paulistano

Rua Jútipter, na Liberdade

…Portinari, Cézanne e Picasso no porão do Masp  

Nenhum museu da América Latina tem um acervo tão imbatível quanto o do Masp. Ou melhor, nenhum museu da América Latina pode se dar ao luxo de deixar em seu porão, a chamada reserva técnica, quadros como os dos brasileiros Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Anita Malfatti. Entre os estrangeiros, também há, devidamente guardados, trabalhos do francês Paul Cézanne, dos espanhóis Pablo Picasso e Francisco de Goya e dos holandeses Van Gogh e Rembrandt, para citar alguns. As 7 000 peças ficam num cofre com 600 metros quadrados de área e temperatura entre 20 e 22 graus. Além da localização, mantida sob sigilo pelo museu, a segurança dessas preciosidades é garantida por portas de aço e paredes de concreto. O Masp deixa uma média de 1.000 obras em exposição. “Revezamos as peças para evitar que elas sejam danificadas, por exemplo, por excesso de exposição à luz”, explica Eunice Moraes Sophia, coordenadora do acervo técnico do Masp

. …23 salas de cinemas na mesma avenida

Para quem apostava que os cinemas de rua estavam com os dias contados, a Avenida Paulista reserva boas novidades. Hoje funcionam ali 23 salas de exibição. Nos quarteirões entre a Avenida Brigadeiro Luís Antônio e a Alameda Campinas ficam os antigos Top Cine e Gemini, voltados principalmente aos clássicos europeus e às reprises, e o Reserva Cultural, inaugurado em junho, um mix bacana de cinema de arte, restaurante e boulangerie. Na fervilhante esquina da Rua Augusta estão o multiplex Bristol (dentro do Center 3) e suas produções de Hollywood e o Cine Bombril (no Conjunto Nacional), que passou em outubro por uma repaginação nota 10. Na viradinha da Rua da Consolação, o HSBC Belas Artes, antes ameaçado de fechar as portas, hoje atende a clientela cativa com uma programação eclética. Tinindo, esses espaços agora recebem nada menos que 120 000 pessoas por mês.

…77 variações climáticas em um mesmo momento

De acordo com um estudo da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a capital chega a registrar, em um mesmo momento, 77 variações climáticas no seu território. Isso quer dizer que, dependendo de onde você esteja, os termômetros podem variar em até 10 graus.Bairros mais frios : Marsilac, Parelheiros e Grajaú.Bairros mais quentes : Brás, Belém e Vila Medeiros.

. …um samba que só acaba quando a vela apaga  

Comparado aos sambinhas tradicionais, sempre cheios de requebros, paqueras e cervejas, o Samba da Vela, que acontece todas as segundas-feiras na Casa de Cultura de Santo Amaro, parece até culto religioso. Em volta de uma mesa com uma vela no centro, músicos portam instrumentos variados e alguns livrinhos. Neles, em vez de rezas, estão impressas as letras inéditas que vão ser cantadas pelas duas horas seguintes, tempo médio de duração da tal vela, acesa por volta das 20h30. A roda é formada há cinco anos e meio. Começou informalmente, quando os músicos Magnu Sousá e Maurílio de Oliveira, do tradicional Quinteto em Branco e Preto, e os amigos Paqüera e Chapinha se encontraram num boteco da Zona Sul, onde passaram a tocar no improviso as composições de cada um. Não havia hora para acabar. O repertório não estava nem na metade e já eram 5 da manhã. Eles decidiram então tornar a reunião semanal e, para não mais perder a hora de voltar para casa, adotaram a chama como “relógio”. O grupo, que sugere 2 reais como entrada, recebe atualmente 300 pessoas por semana.

…uma mulher que chora sob encomenda

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Aos 54 anos, a baiana Itha Rocha mantém viva em São Paulo uma atividade milenar: a de carpideira. Até o século XIX, mulheres que derramavam lágrimas em velórios em troca de dinheiro eram comuns, pois acreditava-se que o pranto tornava a passagem para o além mais tranqüila. “A facilidade em chorar foi minha herança”, conta Itha, que aprendeu o ofício, digamos assim, com a mãe e a avó. Ela afirma que só precisa ver um morto para abrir o berreiro e acredita que carpir é sua missão. Por isso, cobra dos parentes do defunto “apenas o que eles podem pagar”. Seu principal ganha-pão é o trabalho como entrevistadora de institutos de pesquisa de mercado. “O máximo que recebi foi 500 reais”, diz. Os falecidos célebres ela “atende” de graça. O piloto Ayrton Senna, o governador Mario Covas e até Lady Di, em Londres, foram visitados por ela em seus funerais – Itha faz questão de mostrar (acreditem!) as fotografias. Hoje, é requisitada principalmente por famílias que querem gente para fazer volume no velório. A carpideira trabalha uma ou duas vezes por mês, o que é pouco diante dos números do serviço funerário paulistano:

• 6 000 pessoas morrem, em média, por mês na cidade

• 1 600 funcionários trabalham no setor, entre eles 418 coveiros

• 22 cemitérios e um crematório são subordinados à prefeitura

Fonte: Revista Veja São Paulo.

Por Yani Cristóvão.


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